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sonhando em ser sereia.

6 de Maio de 2010

Tirando um pouco a graça daqui, e trazendo a desgraça, ou seria simplesmente dura realidade mesmo?  

 Para que fazemos coisas que parece que sabemos que nos deixam fodidamente infelizes? Acho que de fato, não sabemos que vamos ficar infelizes, fazemos porque acreditamos que vamos ficar felizes com aquilo. Eu escolhi esse estilo de vida, achando que eu gostaria, que me identificaria, que estaria bem. Ledo engano! Mas voltar atrás e recomeçar pode parecer tão tão tão distante, como (quase) impossível mesmo.. então você(no caso, eu digo por mim) prefere simplesmente continuar seguindo, e nadando para frente, na mesma corrente que esteve todo o tempo. Mudar de corrente, do rio para o mar, ou nadar um pouco mais fundo, parece perigoso demais, se já estou sofrendo, por que o medo da dor? Porém, tudo pode ficar pior( a vida me provou isso por a+b)logo, é sempre bom ter cautela. Uma coisa que me falta muito aliás. Cautela ao fazer nossas escolhas, ao escolher nossas amizades, a escolher o lugar que frequentamos. Não encaramos a vida como se ela fosse uma só. Tem muita coisa que não tem volta .. Estou em um momento pensativo( óh, jura não me diga?) com relação a tudo. Não que eu vá mudar radicalmente, mas creio que talvez seja hora de ir para a praia, colocar o pé em terra firme, e não mais ficar nadando e procurando uma bóia para simplesmente me apoiar, e me salvar por alguns minutos. Porque depois a bóia estoura, ou vai embora nadando sem mais, me deixando ali, cercada de água, prestes a afundar de novo..~Então eu continuo a nadar, acreditando que consigo me manter naquele redemoinho de água, acreditando profundamente que meu corpo criará escamas por si só, para que eu consiga nadar sem tanto esforço, para que eu me sinta parte daquelas águas. Quando o que eu mais queria era sair de tudo aquilo, crirar forças para mover essas águas de meu caminho( uma coisa quase como Moisés fez…) Ou então sair dali, simplesmente dar o foooora! Mas sem precisar ligar para a emergência, sem precisar de avião ou barco para me salvar.. Queria encontrar meu caminho de fininho, aos poucos, sozinha. Ou simplesmente me afogar de uma vez por todas. ( mas acabar de vez com essa história, com final feliz ou trágico).

Se eu não sei pintar, como posso querer ser pintora? Se eu não sei fazer cálculos como posso querer ser matemática? ( claro que isso são só  hipóteses para eu conseguir finalizar minha metáfora, porque eu não quero ser nada disso ai não,bem sabem) Mas… a verdade é que….Se eu não sei ser racional, como eu posso querer me relacionar?

Como eu ( ainda) posso querer viver nesse mundo?

(…)

São os ventos da mudança. Talvez seja hora de mudar de identidade.

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