thank you, i don’ t wanna be like you.

Se tem uma coisa entre todas as outras que me irritam muito, essa coisa é o se achismo. O que seria isso não é? Aquela pessoa insuportável, que se acha. Se acha linda, se acha legal, se acha rica, se acha descolada, se acha comunicativa, se acha inteligente. Se acha demais para o meu gosto, e de fato não é. Tudo bem se você tem auto –estima baixo, ou alto, e para isso precisa ficar sempre se vangloriando de si mesmo, falando o quanto você é bom, como a Maria e também o José te amam… como seus pais te adoram, como seus professores puxam seu saco, e por aí vai.

Parece que as pessoas literalmente não se tocam. Hoje, estou falando de uma certa fulana, na qual costumo me referir por queridinha. Que além de cumprir todos os quesitos citados acima, ela acha que todo mundo inveja ela. E esse todo mundo, inclui eu mesma. Isso mesmo, não bastasse ser tosca e merecer a morte na fogueira, ela tem a audácia de achar que todas as pessoas queriam ser ela, ou ao menos, igual a ela. Veja só que ironia. Ou seria , veja só que tristeza? Eu procuro deixar essas pessoas de lado, e de preferência uns 200 metros de distância, para que não tenha perigo de eu avançar e esmurrar esse doce ser humano. O problema é quando começa a te atingir, no caso, me atingir! E é sobre isso que eu estou falando aqui hoje. Percebi o quanto otária eu sou, de aceitar essas babaquices alheias e deixar que essas queridinhas continuem a tirarem com a minha cara, enquanto eu faço cara de paisagem. quanto de fato, coitadas, são umas coitadas, coitadas. Não consigo ver outra palavra para definir.

Me deixa triste horrores. Ainda mais quando o ar de superioridade sai pelas narinas e a tal queridinha, vem sempre na minha direção, parece que de certa forma sou o alvo delas, sempre pagando de boazinhas , até elogiam seu sapato( mas logo depois falam que tem 500 outros parecidos, que compraram em NYC em uma das suas viagens aos States), isso mesmo, ela sempre viaja, íncrivel! ( E quem te perguntou mesmo? Sua idiota! ) . Tudo isso é aturável, mas ai vem a pior parte, que a queridinha, quer além de tudo, me ensinar a ser como ela.

( SOCORRO! É A ÚLTIMA COISA QUE EU QUERO)

Eu não te pedi ajuda. Tô com cara de cão sem dono? De quem é digno de pena? Sorry, I don’t wanna be like you, bastard. 

Eu já devia ter aprendido a não guardar rancor das pessoas, não deixar que essas queridinhas ai, ocupassem tamanho espaço dentro de mim. Eu sei de tudo isso, e se não me posicionar em breve, não sei o que pode acontecer…meu copo tá só enxendo… na hora que ele ficar cheio, e alguém esbarrar, vai acabar vazando para todos os lados.

Óh céus, óh Deus, óh azar, por que o relacionamento é tão difícil? E se não bastasse ter que trabalhar, temos que nos relacionar com as pessoas do trabalho? Isso sim que eu chamo de vida de auto destruição. E não é drama, porque se essa queridinha fosse uma Zé da esquina, já tinha mandando ela para a puta que pariu faz tempo…Mas acontece que estou aprendendo a me controlar. 1… 2….3… respira! Queridinha, beijos não me liga, não quero ser você, não quero seu carro, seu namorado, sua família, nem nada do tipo. Na verdade, estou amando ser eu mesma, não deu para perceber?

(…)

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