Ninguém merece!

Acordar e ligar pedindo desculpas para os amigos por conta da grosseria da noite anterior, logo mais, ligar também no banco para cancelar o cartão de crédito perdido no chão, ir atrás de  band aid para colocar no pé machucado e esfolado. Não é a toa que escuto a minha irmã gritar do quarto ” Suspende o álcool”. Ninguém merece!  Vamos dar um desconto, foi véspera de feriado, ontem foi aniversário da minha super amada Brasília. Tudo lotado, as pessoas na rua, shows, festinhas… e eu, dormindo em casa. Óbvio! Depois de uma noite dessas, só queria minha cama e muito descansar. O que eu ia comemorar? Nunca gostei dessa capital mesmo. Eu adoro meu país, e admito, que não deveria falar tão mal assim do lugar onde vivo, onde cresci,  onde moram meus pais e amigos,mas acontece que meu santo não bate com o dessa cidade monótona e chata.  Tem quem consiga ver beleza aqui, e ache um máximo essa “arquitetura moderna”. Para mim modernidade são os prédios altos, quase que encostando o céu, são as ruas movimentadas, cheia de gente, nada de verde, mas muito movimento e agitação. Uma pausa para criticar JK, Niemeyer e Lucio Costa, que se consideravam socialistas ou poderia dizer comunistas? E me constroem uma capital onde só se pode andar de carro! Por fora a arquitetura pode parecer divertida e diferente, mas para mim não. Respira-se política, dinheiro e ambição. Eu não consigo gostar dos prédios da esplanada, que para a época devia parecer super ” descolado” ser quase Stalinista. Não gosto da distância entre as coisas, de ter que andar de carro prá lá e pra cá, de que tudo feche cedo. Eu sou da noite, adoro a noite,funciono melhor a noite. E aqui tudo´é de dia. As apresentações culturais são sempre as mesmas, as pessoas se dividem em: ” playboys e patricinhas” ou “alternativos semi-cults” . Elas não se misturam( como se não tivessem nada em comum, e no fundo são todas iguais).

Depois de todo sofrimento e luta para dentar me adpatar e estar aqui, e de fato, procurar gostar disso tudo, posso dizer a coisa mais clichê do mundo : Todo lugar tem seu lado bom e seu lado ruim.  Não posso ser tão injusta com essa capital, a ponto de dizer que não sinto falta. Talvez essa raivinha tenha a ver com tudo que já passei aqui, e sejamos realistas, onde moramos nunca vai ser tão  legal e animador quanto os lugares que visitamos e estamos de férias, certo? Se eu viesse à Brasília de férias, talvez meu discurso seria outro. Mas infelizmente eu moro aqui, e por agora, não tenho nada muito formidável para acrescentar. Comemorar os 50 anos de Brasília em Brasília é um saco. Só se for tomando um chopp na Augusta ou um cafézinho na Argentina, mas aqui, definitivamente, aqui, era o último lugar que eu gostaria de estar.

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