É Copa do Mundo, mas também…

25 de Junho de 2010

Eu não nego que adoro Copa do Mundo, o clima que fica na cidade, tudo enfeitado de verde e amarelo, as bandeiras nas janelas, o mundo todo para e vai assistir aos jogos, e me parece que por um momento, o brasileiro ama sua pátria, e esquece de todos os problemas, e acredita que a vida é boa sim. Engraçado que ano de Copa é também ano de eleição. Se as pessoas tivessem todo o amor e garra pela política, como possuem pelo futebol, seria ótimo..

É Copa, mas não é bagunça, minha gente. A vida deve continuar, as pessoas não podem beber até esquecer, bater o carro, morrer, sumir, gritar, esperniar, principalmente se o Brasil perder.. ou seria melhor dizer, ganhar? Pois é ai que a comemoração pega fogo, e as pessoas devaneiam e vem a bela desculpa ” É Copa do mundo” . Sim, é Copa, mas também há que ter sanidade.  Eu entendo que talvez seja a única época durante anos ( sem desmerecer o Carnaval é claro), que os brasileiros podem se reunir, beber, rir, e principalmente se unir pelo mesmo objetivo : vencer. Não é à toa que o futebol aqui é tão grande, afinal, brasileiro é um povo sofrido demais, bem sabemos, trabalham muito, ganham pouco.. a maioria eu digo, e quando dá para ser um oba-ba nunca perdemos a oportunidade. Acho bonito e válido esse amor todo pelo Brasil, mas preferia que fosse sempre assim, quando se tratasse de qualquer assunto e não comente de futebol. Acompanhamos pela televisão os jogos, os comentários finais.. mas depois que tudo passa, voltamos ao trabalho, aos estudos.. conforme os dias passam, o que era verde e amarelo volta a ficar cinza, as bandeiras vão sumindo aos poucos, as pintadas então, tonram-se desbotadas.. As bandeirinhas nos carros ficam bregas, e até que vão para o armário para serem usadas somente daqui a 4 anos.  Espero que o espírito de Copa esteja dentro da gente, sempre… o que eu quero dizer é: o amor pelo próprio país, se reunir com os amigos.. mesmo que não haja jogo do Brasil.

Enquanto isso, fico na torcida, por mim, por você, e claro, pelo Brasil ser Hexa nesta Copa.

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sonhando em ser sereia.

6 de Maio de 2010

Tirando um pouco a graça daqui, e trazendo a desgraça, ou seria simplesmente dura realidade mesmo?  

 Para que fazemos coisas que parece que sabemos que nos deixam fodidamente infelizes? Acho que de fato, não sabemos que vamos ficar infelizes, fazemos porque acreditamos que vamos ficar felizes com aquilo. Eu escolhi esse estilo de vida, achando que eu gostaria, que me identificaria, que estaria bem. Ledo engano! Mas voltar atrás e recomeçar pode parecer tão tão tão distante, como (quase) impossível mesmo.. então você(no caso, eu digo por mim) prefere simplesmente continuar seguindo, e nadando para frente, na mesma corrente que esteve todo o tempo. Mudar de corrente, do rio para o mar, ou nadar um pouco mais fundo, parece perigoso demais, se já estou sofrendo, por que o medo da dor? Porém, tudo pode ficar pior( a vida me provou isso por a+b)logo, é sempre bom ter cautela. Uma coisa que me falta muito aliás. Cautela ao fazer nossas escolhas, ao escolher nossas amizades, a escolher o lugar que frequentamos. Não encaramos a vida como se ela fosse uma só. Tem muita coisa que não tem volta .. Estou em um momento pensativo( óh, jura não me diga?) com relação a tudo. Não que eu vá mudar radicalmente, mas creio que talvez seja hora de ir para a praia, colocar o pé em terra firme, e não mais ficar nadando e procurando uma bóia para simplesmente me apoiar, e me salvar por alguns minutos. Porque depois a bóia estoura, ou vai embora nadando sem mais, me deixando ali, cercada de água, prestes a afundar de novo..~Então eu continuo a nadar, acreditando que consigo me manter naquele redemoinho de água, acreditando profundamente que meu corpo criará escamas por si só, para que eu consiga nadar sem tanto esforço, para que eu me sinta parte daquelas águas. Quando o que eu mais queria era sair de tudo aquilo, crirar forças para mover essas águas de meu caminho( uma coisa quase como Moisés fez…) Ou então sair dali, simplesmente dar o foooora! Mas sem precisar ligar para a emergência, sem precisar de avião ou barco para me salvar.. Queria encontrar meu caminho de fininho, aos poucos, sozinha. Ou simplesmente me afogar de uma vez por todas. ( mas acabar de vez com essa história, com final feliz ou trágico).

Se eu não sei pintar, como posso querer ser pintora? Se eu não sei fazer cálculos como posso querer ser matemática? ( claro que isso são só  hipóteses para eu conseguir finalizar minha metáfora, porque eu não quero ser nada disso ai não,bem sabem) Mas… a verdade é que….Se eu não sei ser racional, como eu posso querer me relacionar?

Como eu ( ainda) posso querer viver nesse mundo?

(…)

São os ventos da mudança. Talvez seja hora de mudar de identidade.

thank you, i don’ t wanna be like you.

28 de Abril de 2010

Se tem uma coisa entre todas as outras que me irritam muito, essa coisa é o se achismo. O que seria isso não é? Aquela pessoa insuportável, que se acha. Se acha linda, se acha legal, se acha rica, se acha descolada, se acha comunicativa, se acha inteligente. Se acha demais para o meu gosto, e de fato não é. Tudo bem se você tem auto –estima baixo, ou alto, e para isso precisa ficar sempre se vangloriando de si mesmo, falando o quanto você é bom, como a Maria e também o José te amam… como seus pais te adoram, como seus professores puxam seu saco, e por aí vai.

Parece que as pessoas literalmente não se tocam. Hoje, estou falando de uma certa fulana, na qual costumo me referir por queridinha. Que além de cumprir todos os quesitos citados acima, ela acha que todo mundo inveja ela. E esse todo mundo, inclui eu mesma. Isso mesmo, não bastasse ser tosca e merecer a morte na fogueira, ela tem a audácia de achar que todas as pessoas queriam ser ela, ou ao menos, igual a ela. Veja só que ironia. Ou seria , veja só que tristeza? Eu procuro deixar essas pessoas de lado, e de preferência uns 200 metros de distância, para que não tenha perigo de eu avançar e esmurrar esse doce ser humano. O problema é quando começa a te atingir, no caso, me atingir! E é sobre isso que eu estou falando aqui hoje. Percebi o quanto otária eu sou, de aceitar essas babaquices alheias e deixar que essas queridinhas continuem a tirarem com a minha cara, enquanto eu faço cara de paisagem. quanto de fato, coitadas, são umas coitadas, coitadas. Não consigo ver outra palavra para definir.

Me deixa triste horrores. Ainda mais quando o ar de superioridade sai pelas narinas e a tal queridinha, vem sempre na minha direção, parece que de certa forma sou o alvo delas, sempre pagando de boazinhas , até elogiam seu sapato( mas logo depois falam que tem 500 outros parecidos, que compraram em NYC em uma das suas viagens aos States), isso mesmo, ela sempre viaja, íncrivel! ( E quem te perguntou mesmo? Sua idiota! ) . Tudo isso é aturável, mas ai vem a pior parte, que a queridinha, quer além de tudo, me ensinar a ser como ela.

( SOCORRO! É A ÚLTIMA COISA QUE EU QUERO)

Eu não te pedi ajuda. Tô com cara de cão sem dono? De quem é digno de pena? Sorry, I don’t wanna be like you, bastard. 

Eu já devia ter aprendido a não guardar rancor das pessoas, não deixar que essas queridinhas ai, ocupassem tamanho espaço dentro de mim. Eu sei de tudo isso, e se não me posicionar em breve, não sei o que pode acontecer…meu copo tá só enxendo… na hora que ele ficar cheio, e alguém esbarrar, vai acabar vazando para todos os lados.

Óh céus, óh Deus, óh azar, por que o relacionamento é tão difícil? E se não bastasse ter que trabalhar, temos que nos relacionar com as pessoas do trabalho? Isso sim que eu chamo de vida de auto destruição. E não é drama, porque se essa queridinha fosse uma Zé da esquina, já tinha mandando ela para a puta que pariu faz tempo…Mas acontece que estou aprendendo a me controlar. 1… 2….3… respira! Queridinha, beijos não me liga, não quero ser você, não quero seu carro, seu namorado, sua família, nem nada do tipo. Na verdade, estou amando ser eu mesma, não deu para perceber?

(…)

Ninguém merece!

22 de Abril de 2010

Acordar e ligar pedindo desculpas para os amigos por conta da grosseria da noite anterior, logo mais, ligar também no banco para cancelar o cartão de crédito perdido no chão, ir atrás de  band aid para colocar no pé machucado e esfolado. Não é a toa que escuto a minha irmã gritar do quarto ” Suspende o álcool”. Ninguém merece!  Vamos dar um desconto, foi véspera de feriado, ontem foi aniversário da minha super amada Brasília. Tudo lotado, as pessoas na rua, shows, festinhas… e eu, dormindo em casa. Óbvio! Depois de uma noite dessas, só queria minha cama e muito descansar. O que eu ia comemorar? Nunca gostei dessa capital mesmo. Eu adoro meu país, e admito, que não deveria falar tão mal assim do lugar onde vivo, onde cresci,  onde moram meus pais e amigos,mas acontece que meu santo não bate com o dessa cidade monótona e chata.  Tem quem consiga ver beleza aqui, e ache um máximo essa “arquitetura moderna”. Para mim modernidade são os prédios altos, quase que encostando o céu, são as ruas movimentadas, cheia de gente, nada de verde, mas muito movimento e agitação. Uma pausa para criticar JK, Niemeyer e Lucio Costa, que se consideravam socialistas ou poderia dizer comunistas? E me constroem uma capital onde só se pode andar de carro! Por fora a arquitetura pode parecer divertida e diferente, mas para mim não. Respira-se política, dinheiro e ambição. Eu não consigo gostar dos prédios da esplanada, que para a época devia parecer super ” descolado” ser quase Stalinista. Não gosto da distância entre as coisas, de ter que andar de carro prá lá e pra cá, de que tudo feche cedo. Eu sou da noite, adoro a noite,funciono melhor a noite. E aqui tudo´é de dia. As apresentações culturais são sempre as mesmas, as pessoas se dividem em: ” playboys e patricinhas” ou “alternativos semi-cults” . Elas não se misturam( como se não tivessem nada em comum, e no fundo são todas iguais).

Depois de todo sofrimento e luta para dentar me adpatar e estar aqui, e de fato, procurar gostar disso tudo, posso dizer a coisa mais clichê do mundo : Todo lugar tem seu lado bom e seu lado ruim.  Não posso ser tão injusta com essa capital, a ponto de dizer que não sinto falta. Talvez essa raivinha tenha a ver com tudo que já passei aqui, e sejamos realistas, onde moramos nunca vai ser tão  legal e animador quanto os lugares que visitamos e estamos de férias, certo? Se eu viesse à Brasília de férias, talvez meu discurso seria outro. Mas infelizmente eu moro aqui, e por agora, não tenho nada muito formidável para acrescentar. Comemorar os 50 anos de Brasília em Brasília é um saco. Só se for tomando um chopp na Augusta ou um cafézinho na Argentina, mas aqui, definitivamente, aqui, era o último lugar que eu gostaria de estar.

os dois lados.

15 de Abril de 2010

Esse blog será somente para histórias, coisas que acontecem comigo e eu quero compartilhar. Já que tem várias outras que prefiro guardar para mim.

Desde que o mundo é mundo, existe infidelidade, creio eu. Tudo bem, que na época da minha vó, dos meus pais e tios, a coisa era feita mais por debaixo dos panos, e não tão descarada como nos dias de hoje. Não sei se sou muito conservadora, porém não estou aqui para bancar Madre Teresa, até porque estou longe de ser. Mas tudo tem limite. Fiquei impressionada com as histórias macabras de infidelidade que escutei nesses últimos dias. O bacana é quem “pegou” mais, pois torna-se o mais “descolado” , e quem fez mais “loucuras”. É muito bom quando a gente tá vivendo o lado coca-cola da vida, e somos as felizes,  as “descoladas” e “pegadoras” da história. No começo pode parecer uma aventura e tanto, que a vida é uma delícia, para os mais desavisados, uma caixinha de surpresa. Mas e quando estamos do outro lado? Vulgo, e quando somos os  não descolados, os traídos, os abandonados, os trocados, os sofridos? Ai a aventura não é tão legal assim. A verdade é que uma hora ou outra isso vai acontecer. Para cada ato falho nosso, não é que tenha uma macumba, um Deus ou um universo que vai nos castigar, porém, a partir daquele ato falho, daquele singelo momento, você vai ver o outro com outros olhos, porque vamos medir a atitude dos outros, conforme as nossas próprias. Se você sempre acha que será traído, é porque já traiu, já cogitou trair, ou já ao menos pensou no assunto. Então, se faz algo não muito honesto, pode esperar que depois vai ter certa desconfiança dos outros, não por eles, mas sim pelos seus próprios atos. E pode ser mesmo que haja um castigo dos céus,na verdade,o pior dos castigos, um castigo chamado fardo, para si próprio, no qual você terá que carregar.Eu só acho, que devemos fazer o que nos faz bem. Se te faz bem sacaniar o outro, ficar com namorado de outras, mentir para os outros, tudo bem!!!! Mas eu realmente acho uma pena.

Eu já estive dos dois lados,  cada um tem suas razões e motivos. As vezes aquele bofe que queriamos faz tempo mas tem namorada, fica afim da gente, e ai depois de umas, ou várias cervejas,acabamos ficando. Gente, isso acontece, super normal! Porém, o normal não pode virar rotineiro. Tipo, fazer isso sempre. Fico me sentindo cada vez mais fora da realidade, já que essa necessariamente inclui sexo, drogas e muito funck e rebolation até o chão( antes fosse rockn´roll).  Não é que eu espere o príncipe encantado sempre, mas tem horas que cansamos de ser a Nola( personagem vivida por Scarlett no filme Match Point).

e quem não viu o filme não ler após essa parte:

que  depois de ser amante,aliás, acaba morta. Pode ser bom por um tempo, mas no fundo queremos ser a oficial da relação, queremos somente ser amados( uau que breeega).Somos a única coisa que temos, vamos nos jogar sim, causar, “pegar”, mas tudo com limite, tentemos não sacaniar ou pisar em ninguém, pois sabemos que no fundo, podemos sair machucados também. Ai sim, o negócio fica feio.. não para os outros, fica feio é pra gente mesmo. Beijos procês!

Hello world!

15 de Abril de 2010

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